quarta-feira, 9 de junho de 2010

Avalie os prós e os contras de correr em grupo ou sozinho

A motivação da turma só é bem-vinda quando está de acordo ao seu perfil de treinamento.

A independência é um dos principais atrativos deste esporte. Você pode correr em qualquer lugar, na hora que preferir e não precisa de um time. É verdade que o planejamento e a orientação profissional fazem a diferença na evolução e no rendimento do treino. Mas mesmo essas aulas podem ser acompanhadas por um programa de treino à distância (pela internet, por exemplo)Mas há quem goste de praticar esportes em turma e encontre nos colegas mais motivação. Nenhum problema nisso, desde que cada aluno conte com uma planilha de treino própria e tenha feito as avaliações clínicas iniciais. A sociabilização, a troca de experiências e o contato com pessoas de estilo de vida e objetivo semelhante aos seus causa uma empatia a mais. Pensando naquele bate-papo animado, por exemplo, dá mais vontade sair da cama e calçar o tênis ou trocar a happy hour pelo pique no parque. O maior perigo dos treinos em grupo, entretanto, é a competição inadequada. Cada indivíduo tem suas particularidades e não deve se espelhar no rendimento do outro. Só o professor de educação física tem condições de medir o seu nível de esforço e ver se está na hora de aumentá-lo. A sorte grande, portanto, é achar companheiros com características físicas, nível e metas similares às suas.Por outro lado, o time que prefere fazer da corrida um momento de reflexão tem muita criatividade. Há quem pratique inglês, com aulas em áudio. Outros fazem uma seleção especial e passam o treino ouvindo música. O esporte serve até como um momento para fazer orações (não é raro encontrar atletas com um terço na mão). Desde que nada disso atrapalhe sua concentração, vá em frente. Quem treina na rua, costuma ter de enfrentar cruzamentos e avenidas muito movimentadas. Qualquer segundo de desatenção pode ser muito perigoso.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Eu na Corrida Duque de Caxias em agosto de 2006.
3° lugar feminino de Jacobina.

TIRANDO DÚVIDAS

1- Gosto de uma cervejinha no final de semana, normalmente à noite. Se eu conseguir resitir à tentação, terei ganhos significativos de performance? Vale a pena abrir mão da gelada?
R= Estudos recentes comprovam que o consumo moderado de cerveja pode trazer efeitos benéficos ao organismo. Porém, essas vantagens estão limitadas a consumo responsável. Por isso mesmo, se você gosta de consumir cerveja(ou outra bebida alcoólica) de maneira prudente, não precisa se preocupar com possíveis prejuízos no seu desempenho esportivo. Isso logicamente imaginando que você consome de modo descrito, longe dos horários antes e pós treinos. A minha recomendação é que continue com o hábito, mas da maneira como recomendada a propaganda, com moderação. Não custa reforçar que, mesmo sendo liquido, a cerveja e outras bebidas alcoólicas não são grandes alternativas para a hidratação após treinos muito exaustivos. Procure não ingeri-las até algumas horas após treinar.

2- Estou correndo na esteira com o objetivo de perder peso. Gostaria de saber se é melhor fazer "tiros" de velocidade ou manter a velocidade constante, mas com inclinação, tipo subida?
R= Os treinos na esteira devem ter a mesma variação de "tiros", assim como qualquer outro programa de treinamento. Na verdade deve ser até mais variado, pelo fato de ser praticado em local fechado e monótono. Em uma semana deve haver um treino em intensidade menor, porém mais longo, outro de intensidade moderada em bloco de 10 a 15 minutos e um outro de maior intensidade, que seria o de "tiros". Um quarto treino na semana deve ser regenerativo, com rodagem de baixissima intensiade, nunca maior que 30 minutos. Tudo isso não varia se seu objetivo é perder peso ou adquirir melhor condicionamento na CORRIDA.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Exercício Físico: um caminho saudável para o autoconhecimento

A ação dos profissionais de Educação Física perante o mercado mudou de tal forma que hoje eles querem mexer não tanto com o corpo, mas muito com a cabeça das pessoas.
A intenção dos profissionais mais sintonizados e comprometidos com as novas tendências desse mercado é mudar a maneira de pensar, é interferir no comportamento de quem ainda não foi persuadido a adotar uma postura saudável na vida.
É preciso contagiar mais e mais pessoas com essa vontade de se cuidar, de manter a mente viva e disposta, de usufruir das maravilhas que o ser humano é capaz de fazer com seu corpo e viver na plenitude do bem-estar.
O exercício físico quer fazer parte da história de pessoas vencedoras que precisam e querem mudar seus comportamentos e se tornarem melhores.
Ele quer estar presente em cada passo e em cada escolha de cada pessoa. Ora, exercício físico é Educação Física, Fisioterapia, Nutrição e por fim é Educação. De crianças, jovens, adultos, idosos, todo mundo.
A prática física quer abrir os olhos das pessoas para as atitudes facilitadoras do bem-estar. É preventiva e remediadora. A prática freqüente ensina a fortalecer para não fraquejar, alongar para ser flexível, trabalhar a respiração para poder persistir.
Ela desafia as pessoas para que elas possam ir até onde não sabiam que era possível. A prática regular de exercícios físicos gera autoconhecimento. É o aprendizado do corpo e da mente: todos aprendendo sobre ele e com ele, ao longo da vida.
Publicado em 30/04/2010 em ATENDIMENTO, CARREIRA, GESTÃO, MEXA-SE, QUALIDADE DE VIDA

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Exercício Funcional X Corrida


Corredores de longa distância também têm suas desordens musculares. Boa parte fica meio corcunda (cifótico), hiperlordótico e têm força desequilibrada nos músculos da coxa, podendo ocasionar, por exemplo, desvio de patela. Não é raro fundista reclamar de dores nas costas principalmente na região lombar. Horas de treinamento levam o corredor assumir postura inadequada. Na linguagem popular é quando dizemos que "o corredor sentou". As costas ficam curvadas, os braços arriados e os joelhos flexionados em angulação abaixo do normal.
Corredores treinam mesmo estando cansados, gripados e uma boa parcela volta a treinar antes de curar as lesões. Nossas fibras musculares têm capacidade limitada de cicatrizações e, claro, quanto mais lesões ao longo do tempo, mais encurtados ficam os grupos musculares acometidos. Essa também é uma das razões da queda de performance entre corredores mais velhos. A prática esportiva sem sombra de dúvida traz muitos benefícios à saúde, desde que praticada com orientação profissional e bom senso.
Por conta disso, existe um treinamento chamado funcional que visa justamente treinar aqueles grupos musculares ou mesmo pequenos músculos que servem de base para um determinado movimento. O corredor que apenas corre fortalece apenas os músculos atuantes no gesto esportivo, deixando os mais fortes cada vez mais fortes e os mais fracos cada vez mais fracos.
Um tipo de exercício atualmente trazendo bons resultados é feito com bola suíça, que trabalha a propriocepção, a correção postural, o fortalecimento muscular, o equilíbrio e o relaxamento. A bola, por fornecer superfície instável, acaba recrutando músculos estabilizadores mais profundos em qualquer exercício nela executado.
Várias modalidades esportivas, entre elas o futebol, estão descobrindo essa técnica que não é nova. Já existia na fisioterapia e agora popularizada nas academias tem colaborado com a redução do índice de lesões. Na musculação, por exemplo, as máquinas têm a vantagem de trabalhar isoladamente um grupo muscular, entretanto, exercícios para o mesmo grupo muscular quando executados com peso livre, na bola suíça ou com elásticos, recrutam mais músculos para manter o equilíbrio, a coordenação e estabilizar o movimento.
Vantagens do treinamento funcional para o corredor:
- Aperfeiçoamento do desempenho e eficiência do gesto esportivo.
- Melhora do equilíbrio e correção dos desvios musculares, reduzindo o índice de lesões.
- Melhora da coordenação motora.
- Recruta maior número de fibras musculares e unidades motoras.
- Desenvolvimento da consciência, controle do corpo e postura.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Dicas para se alimentar melhor e correr mais


A) Oriente-se com profissionais capacitados em nutrição para avaliar e adaptar a alimentação do seu dia-a-dia para ajudar nos treinos e provas.

B) Respeite as refeições intermediárias, não ficando muito tempo sem se alimentar. Carregue suas frutas, shakes, barras para, se for preciso, consumir até dentro de uma longa reunião de trabalho.

C) Ingira muita água durante treinos e durante o dia, principalmente quando o clima estiver quente e com umidade do ar baixa.

D) Nunca se exercite em jejum.

E) Lembre-se que suplemento não é alimento.

F) Tenha consciência do que você come. Seja crítico, não coma tudo o que ver pela frente sem saber, ao menos, para que serve e como esse alimento o ajudará.

G) Procure ingerir alimentos chamados funcionais, os quais além de suprir as necessidades diárias, o ajudam a prevenir diversas doenças e equilibram as funções do seu organismo.

H) Vale a pena aumentar a porcentagem de carboidratos na dieta, visto que uma diminuição dos estoques de gligogênio leva à exaustão mais precoce, além de aumentar a liberação de alguns hormônios do estresse, como cortisol. Este hormônio leva à piora das funções imunes, aumentando as suas chances de ficar doente.

I) Uma alimentação inadequada é capaz de fazer com que o organismo se adapte mais vagarosamente aos treinos. Por isso, o equilíbrio entre o que se gasta nos exercícios e a ingestão de carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas, minerais e água é fundamental. O casamento entre o conhecimento de um PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA e um NUTRICIONISTA será ingrediente certo para o sucesso nos treinos e competições.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Escolha de Profissional

Não pretendo ofender a ninguém. Somente esclarecer algo que percebo a bastante tempo e que as pessoas continuam não notando.Na área de Educação Física, existem diversas sub-áreas. Como por exemplo: Natação, Musculação, Hidroginástica, Ginástica, Recreação, Vôlei, Basquete, Futebol, Capoeira, Handebol, GRD, Ginástica Olímpica, Avaliação Física, Ginástica Laboral, etc...O meu questionamento é o seguinte. Como é possível a um profissional, ser eficaz em todas as áreas?Percebo que os clientes/alunos acreditam que nós, profissionais de Educação Física, temos habilidades e competência para trabalhar em qualquer uma dessas áreas.Agora pergunto: É possível um médico ser especialista em Ortopedia, Mastologia, Dermatologia, Oftamologia, Neurologia, Endocrinologia, Hepatologia, Hematologia, Cardiologia, Alergologia, Otorrinolaringologia, etc..?É lógico que não. Então por que esperar tanto de um profissional de Educação Física?Os próprios profissionais também têem culpa quanto a isso. Muitos trabalham com alguma atividade, recebe um convite para dar aula em outra área, e mesmo sem ter o conhecimento necessário para realizar a atividade, aceitam o convite.Muitos profissionais são contratados simplismente por QI. Não sou de forma alguma contra QI. Na minha opnião, é uma forma de você já ter alguma referência do profissional, no entanto, acredito que esse profissional deverá ter capacidade para assumir o serviço a que se dispõe.Agora fica a pergunta: Será que esse cliente/aluno terá o serviço que espera?Aconselho as pessoas e empresas que forem contratar um profissional, solicitar um currículo, selecionar alguém que tenha experiência e conhecimento para a área que se destina a trabalhar, assim, todos sairão ganhando.
Publicado no blog dicaspersonal.