terça-feira, 29 de junho de 2010

Dicas para manter a motivação nos treinos de corrida


Sem dúvidas todo corredor, amador ou profissional, já passou por momentos em que a motivação diminui e dá vontade de parar com tudo. Correr é um esporte muito individual onde se busca a superação dos limites próprios. Em alguns momentos é difícil manter o foco nos treinos e seguir em busca dos seus objetivos.
Para ajudar nesses momentos selecionei, para trazer a vocês, essas dicas do Prof. Dietmar Samulski, doutor em psicologia do esporte pela Universidade do Esporte em Colônia, Alemanha e diretor científico do Cenesp (Centro de Excelência Esportiva) em Belo Horizonte.
1- Determine metas específicas, com objetivos claros e mensuráveis. Ex.: correr em determinado tempo, distância, ou perder peso em determinado período.
2- Estabeleça metas reais que você pode alcançar e, após atingi-las, aumente o grau de dificuldade.
3- Tenha novas metas e novos objetivos. Participe de uma corrida em uma distância nova, ou tente quebrar seu próprio recorde em algum percurso.
4- Supere obstáculos e limites, sejam eles de fadiga muscular, dor, cansaço e outros.
5- Foque o curto prazo. Corra determinada distância em uma semana. No médio prazo você melhorará a capacidade aeróbica (cerca de três meses) e, no longo prazo, desenvolverá persistência para superar situações difíceis.
6- Planeje e anote suas metas e a as ações. Verifique os resultados de seu trabalho a cada mês.
7- Peça o apoio de familiares ou amigos para realização de suas metas. Ex.: convide amigos ou o parceiro(a) para correr no fim de semana.
8- Varie o ambiente e a rotina de treino para evitar a monotonia e a desmotivação.
9- Pratique também outros esportes, como andar de bicicleta, jogar tênis, para quebrar a rotina dos treinos.
10- Utilize intervalos de descanso para recuperar a energia e motivar-se novamente para atividades futuras.
11- Avalie constantemente sua saúde e forma físcia para acompanhar o progresso do seu desempenho físico.
12- Crie estados emocionais positivos durante a corrida. O mais importante na vida e no esporte é que você se sinta realizado. Afinal, quando se sente assim com uma atividade, você continuará praticando e não se sentirá frustrado.
13- Tenha hábitos saudáveis para a promoção da saúde, do bem-estar e da melhora da qualidade de vida.
Boas corridas, amigos!

domingo, 27 de junho de 2010

Vencer os seus próprios limites na vida


O corpo é uma ferramenta para desenvolver o potencial humano. Através do corpo físico, desenvolve-se o corpo emocional, mental e espiritual. É uma batalha vencer o próprio corpo. Tornando-se vitorioso sobre o corpo, o indivíduo torna-se também vitorioso na vida. É um encontro consigo mesmo.Portanto, na hora da atividade física, recomendo total contato com o seu interior evitando música ou um trabalho na esteira vendo televisão ou jornal para que a interação consigo mesmo seja completa. Quando você se supera, você vence qualquer pessoa. Enfim, vencer o limite do seu corpo criando vitórias através dele. Todo corpo tem um limite, uma frequência cardíaca de repouso, consumo máximo de oxigênio...Quando você consegue empurrar estes limites sem ultrapassá-los, você vai ver que na vida consegue fazer a mesma coisa. Isto acontece porque a relação com o corpo é muito grande. É uma relação concreta com algo que você toca, vê e sente. Modificando o seu organismo você está ampliando seus limites físicos e emocionais.Com a própria proposta de fazer este trabalho com o corpo, já está se ampliando os limites. Você tem que acordar cedo, botar a roupa, calçar o tênis. Você está fazendo uma coisa que era impossível de se fazer antes. De tantas vezes fazer isto com o seu corpo, você acaba fazendo o mesmo na sua vida. A minha proposta para você melhorar na vida é explorar o corpo. Ninguém consegue vencer os limites da vida se não vencer os próprios limites; resultando numa sensação de poder e de força.

Os exercícios físicos tem relação com as questões emocionais. Por exemplo, sugiro a uma pessoa para trabalhar com uma freqüência cardíaca entre 110 e 130 BPM, durante 25 minutos. A princípio a pessoa não tem vontade de fazer e, ao se impor os exercícios, modula as suas emoções e trabalha o seu corpo emocional através de uma obrigação física.CorridaDurante a corrida, o sistema hormonal é ativado. São hormônios de alta qualidade que te deixam motivado, estimulado e entusiasmado pela vida. Aí você quer correr mais e ultrapassa a sua freqüência cardíaca e tem que reduzi-la, embora queira correr numa freqüência cardíaca de 140 e tem que parar o exercício, aos 25 minutos, justamente na hora que estava começando a ficar gostoso. Enfim, fazer o trabalho quando você não quer e parar quando você quer. A relação é esta.

É a emoção que faz a tua vida.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Correr com gripe abre as portas do seu organismo para doenças mais sérias


Os exercícios enfraquecem ainda mais o sistema imune; por isso recupere-se em repouso

A gripe é um processo infeccioso, normalmente, desencadeado quando seu corpo apresenta baixa resistência imunológica. Por isso, quem corre precisa dedicar atenção em dobro à alimentação: o exercício envolve um alto gasto energético, enfraquecendo o organismo que não estiver devidamente preparado. Além disso, é preciso levar em conta as alterações na temperatura do corpo, que acontecem durante o treino, e as variações de clima que se apresentam a quem pratica esportes ao ar livre.Tem muita gente que, mesmo com o nariz congestionado e o corpo dolorido, sai para correr, a justificativa é que o treino ajudaria a desintoxicar o organismo. Cuidado com isso. Uma doença é sinal de que você está frágil e precisa poupar energia para combater os microorganismos causadores do problema.O efeito preventivo das atividades físicas, entretanto, não deixa dúvidas. Um estudo recente, publicado na revista do American College of Sports Medicine (um dos mais importantes centros de pesquisa em medicina esportiva do mundo) constatou: o exercício, quando praticado com regularidade e num ritmo agradável, diminui as chances de surgirem infecções. Mas os exageros fazem o inverso. Os corredores que treinam de maneira árdua estão mais suscetíveis a gripes e problemas respiratórios. A explicação para essa aparente incoerência está num aminoácido chamado glutamina, presente no tecido muscular. Consumida pelo corpo durante o treino, ela também alimenta os leucócitos (células de defesa imunológica).A saída para garantir apenas o bom efeito da atividade física é a moderação ou, no caso dos esportistas profissionais, a suplementação. Os aminoácidos de cadeia ramificada, conhecidos como "BCAAs", são usados na produção de glutamina e podem suprir essa carência, diminuindo as chances de doenças como gripes e resfriados. Já é comprovado também que os exercícios regulares estimulam a produção de citocinas, imunoglobulinas e das células chamadas natural killers. Estas últimas, como o próprio nome inglês diz, são definidas como assassinas naturais, pois têm a capacidade de reconhecer e matar células tumorais.Estudos recentes revelaram que a atividade física regular e moderada regula o sistema imunológico, fazendo com que ele fique preparado para resistir a infecções. Já os treinamentos intensos, e sem um cuidado maior, debilitam as defesas do organismo humano.

domingo, 20 de junho de 2010

Eventos cardiovasculares podem aumentar durante os jogos do Brasil



Neste domingo, torcer pela seleção do Brasil no início de seu caminho rumo ao hexacampeonato mundial é mais do que prazer, quase um dever de todo cidadão. Entretanto, é difícil pensar que é exatamente no momento de festa e intensa emoção que a ocorrência de eventos como infartos e mortes súbitas aumentam. Um estudo publicado em revista científica internacional revelou que, durante a Copa do Mundo da Alemanha (realizada em 2006), no dia do jogo da Alemanha, houve um aumento de 30% a 40% nos atendimentos em prontos socorros relacionados a doenças cardiovasculares agudas, como arritmias, hipertensão arterial e até isquemia do coração.
Em função desse estudo, os cardiologistas brasileiros têm expectativa de que o mesmo aconteça durante os jogos do Brasil na Copa do Mundo da África do Sul. Por isso, a Sociedade Brasileira de Cardiologia estará atenta para identificar a epidemiologia dos eventos cardiovasculares durante esse período. "Cerca de 200 profissionais da área vão ficar atentos com relação às admissões nos pronto-socorros e salas de emergência de hospitais de capitais brasileiras como São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Campinas, Belo Horizonte e Salvador", destacou o cardiologista Marcelo Paiva, do Hospital 9 de Julho, em São Paulo. Segundo o especialista, será aplicado um questionário em pacientes e médicos de plantão para documentar eventuais queixas relacionadas a problemas cardiovasculares, incluindo picos de hipertensão, taquiarritmias e dores precordiais.
Para a prevenção a problemas cardiovasculares durante os jogos do Brasil, o especialista, destaca que as recomendações variam de acordo com o perfil de cada pessoa. "É importante que cada um pense em suas limitações, já que, durante os jogos, a emoção leva a uma descarga de adrenalina, que pode influenciar a ocorrência de eventos cardiovasculares graves". Nesse sentido, é importante não exagerar no consumo de bebidas alcoólicas, café, cigarro e alimentos gordurosos.
O médico ressalta, ainda, que aqueles que já têm problemas cardíacos não podem deixar de tomar a medicação, e, se o horário agendado para o remédio for o início da noite, seria adequado antecipar para proteger o organismo no horário do jogo. "O ideal é sempre conversar com o médico antes de fazer qualquer alteração", alerta Marcelo Paiva. Se for uma pessoa extremamente ansiosa, que fique muito nervosa com o jogo, é possível que o médico indique um pequeno sedativo ou tranquilizante fitoterápico. Já os pacientes em fase de convalescência de quadros mais graves, como o infarto, ou que estão debilitados, devem evitar assistir aos jogos.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Bisbilhotando nos Blogs de Corrida, encontrei isso.


Professora
Ricardo Chester é um publicitário que conheci pela revista e pelo blog. Corredor novo, fez sua primeira maratona em Chicago no ano passado. Completou a prova em mais de 4 horas, se divertiu e até escreveu um belo texto (Chicago, Chicago) sobre o público da cidade. Ele treina no Parque do Ibirapuera nos mesmos horários que eu. Acompanho a sua concentração nos treinos. Chester foi para Porto Alegre com a intenção de se tornar um sub 4 horas em sua segunda tentativa. Não conseguiu, depois dos 30 km o urso gaúcho pulou no pescoço do nosso amigo que sofreu com um calor de mais de 20 graus fora de época. E, na luta dos últimos 12 km, o tempo final foi para 4h33min. Esperava um email aborrecido de quem treinou bastante e não alcançou um objetivo. Definitivamente não. Chester elogiou a prova, a cidade (e aí fiquei orgulhoso também) e fez uma autocrítica bem humorada. Quem consegue aprender com as derrotas ganha o meu respeito. É o caso dele.

A maratona é uma professora. E das boas. Daquelas que passam duras lições de casa todo dia, e tomara que você as faça. Não tente ludibriá-la. A professora não perdoa. E, como toda boa mestra, sempre percebe. Se você vai encarar a prova que esta professora vai lhe passar, comporte-se. Vá a todas as aulas que puder, faça todos os exercícios, todos os simulados. E não estude apenas a matéria que você mais gosta. Porque esta professora leciona matemática, física, biologia, história, química, geografia, filosofia, psicologia. E não apenas educação física, como muitos que não a conhecem poderão supor. Você nao precisa ser o primeiro da turma desta professora. Não precisa adular. Ela não está nem aí para isso. Mas, decisivamente, melhor você tentar não ser o espertinho da classe. A professora impõe respeito. Muito respeito. Não que a professora se importe com deboche. Ela sabe que, no seu caso, o deboche sempre ridiculariza quem o faz. Sempre. Eis então que chega o grande dia. Um teste de horas e horas, com questões que vão ficando mais e mais duras justamente na hora que a concentração teima em diminuir. Neste dia, haverá os que sairão mais rápido. Uns porque simplesmente desistirão, deixando muitas respostas em branco. Outros, terminarão mais cedo por terem seguido toda a cartilha. A grande maioria terminará e ficará realizada. Rápidos ou nem tanto, os bons alunos voltarão para casa com uma medalha dentro do peito: a certeza de que melhores notas são aquelas tiradas das professoras mais difíceis."

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Aprenda a medir sua pulsação



A variação nos batimentos cardíacos permite medir a intensidade do treino

A variação dos batimentos cardíacos funciona como uma espécie de raio-X da sua saúde: observá-la revela se o treino está pesado ou leva demais, mesmo que você nunca tenha sentido nenhuma pontada no coração.Em adultos, o pulso normal em repouso fica entre 60 a 80 batimentos por minuto. Se ele for irregular, muito rápido ou devagar, é hora de visitar um médico e checar se está tudo bem. Para evitar surpresas, meça sua pulsação antes de se exercitar e logo depois de concluir o programa. Veja como é simples:1. O pulso é um bom lugar para sentir os batimentos. Aproxime o indicador e o dedo médio da região próxima ao punho, até sentir os impulsos. A região do pescoço também serve à medição. Aproxime os mesmos dedos da artéria carótida. Pressione bem de leve, para não comprometer o fluxo de sangue que chega ao cérebro. A pressão forte na carótida também traz o desaceleramento da pulsação como reação imediata (prejudicando o exame). 2. Com um relógio na outra mão, conte o número de batimentos sentidos em 15 segundos. Perceba se eles mantêm a mesma intensidade ou se há um nível variável, ora forte, ora fraco. 3. Multiplique o número de batimentos que você obteve por 4 (para ter o total deles em um minuto). Cuidados com os exageros! Embora seja muito importante avaliar a pulsação cotidianamente, só ela não basta para revelar se há algo errado com seu treino. Na prática, os batimentos funcionam como uma pista: você observa e, sob qualquer suspeita, pede ajuda do médico para examinar se há algo errado com sua saúde ou com o programa de corrida que você tem seguido. Mas nada de alarde: no começo, é comum haver uma diferença grande entre a sua pulsação antes e depois de treinar. Trata-se de uma reação do corpo ao esforço. Redobre a atenção se, além de uma freqüência irregular, houver tontura, dor de cabeça ou instabilidade na pressão. Em qualquer uma dessas situações, procure um cardiologista ou um clínico geral.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

O IMPOSSÍVEL NÃO EXISTE

Todas as vezes que você pretende mudar um comportamento como, por exemplo, deixar de ser sedentário, parar de fumar ou de beber, comer menos para perder peso, se depara com um muro enorme de dificuldades.
Dezenas de livros e artigos são disponibilizados no mercado, na internet ou nas bancas de jornal e livrarias, com o intuito de “ensinar” você sobre como alcançar determinado objetivo. Você compra esses livros, lê todos eles (ou pelo menos tenta) e continua a fazer as mesmas coisas de antes! Em seguida, encontra alguma outra obra ou artigo sobre o mesmo assunto e diz a si mesmo – “Isso tem um segredo que vai me ensinar a chegar aonde quero”. Tudo se repete, e você continua a fazer as mesmas coisas de antes. Eventualmente, acrescenta alguma desculpa do tipo: “isso não funciona no meu caso, o exemplo é do exterior, só funciona com pessoas mais jovens (ou mais velhas), etc, etc”. Diz isso a todas as pessoas que lhe perguntam porque não muda de comportamento, mesmo depois de ler tantas coisas, e até, eventualmente, assiste seminários sobre os mesmos assuntos.
No caso dos seminários, quanto mais caros, maior será a atração sobre você, e maior ou mais criativa será a desculpa que inventará para si mesmo – e para os outros, é claro, uma vez que grande parte dos comportamentos que tem se destinam a agradar aos outros, e não a si mesmo. Isso é particularmente adequado no caso das mulheres, e se não fosse assim o mercado da moda feminina já teria fechado suas portas, em lugar de investir milhões para convencer nossas amigas sobre qual é a melhor cor da estação, ou o melhor tecido, o melhor corte, estilo, ou ainda o que é que a Giselle Bundchen ou aquela atriz global que aparece na novela das oito estão usando.
O lamentável é que nenhum desses fenômenos é aplicado ao que realmente importa: fazer as pessoas se tornarem mais saudáveis e viverem de forma mais feliz e mais longa.Parece que esses mecanismos poderosos de formação de opinião só se aplicam ao fútil, ao supérfluo. Não vejo campanhas sobre: “redução do nível de colesterol LDL”, ou “vamos reduzir o perímetro abdominal”. É verdade que às vezes certas associações médicas fazem movimentos nesse sentido, mas são sempre muito tímidos e não chegam ao grande público, ou são patrocinados por algum laboratório interessado em vender um novo produto que, casualmente, ajuda você a chegar onde quer.
Na verdade, existe a necessidade de uma “Lei Antissedentarismo”. É claro que não aconteceria grande coisa, e eu ficaria muito surpreso se, em um ano eleitoral, algum político profissional enxergasse nisso uma oportunidade de ser útil ao seu eleitorado. Como nada aconteceu, é preciso que você descubra, por si mesmo, uma forma de resolver esse problema: como mudar meu comportamento, apesar das dificuldades?Existem muitas formas, mas todas elas vão passar por um compromisso com você mesmo. Após uma reflexão sobre o mal que está causando ao seu organismo, converse com seu EU interno. Pergunte até que ponto ELE está disposto a ajudá-lo, se você quiser sair de sua atual zona de conforto, mas chegar em algum outro lugar que será melhor para você – e também para ELE. Registre cuidadosamente essas conversas em algum diário, um caderno de notas ou algo do gênero. Não, não estou falando de um procedimento maluco qualquer. Seu EU interno existe, e apenas ELE será capaz de fazer você PERSISTIR, sem DESISTIR. Experimente e terá uma boa surpresa. Eu garanto, porque venho fazendo isso há muito tempo, e com excelentes resultados em várias áreas de meu interesse. Por isso estou compartilhando minhas experiências com você.