Colesterol, triglicerídeos, diabetes, glicose... Correr melhora os resultados de seus exames clínicos e, de quebra, deixa o condicionamento físico e a estética em dia.
Manter o corpo jovem, bonito, saudável, aliviar as tensões do dia-a-dia e elevar a auto-estima. Tudo isso a corrida pode fazer para você. Mas se pensa que parou por aí, saiba que os benefícios desse esporte vão além, pois quem corre ganha um aliado de peso contra muitos problemas de saúde. "A corrida dá maior disposição e melhora a condição física, e ainda auxilia na redução do colesterol, do percentual de gordura, da pressão arterial, aumenta a capacidade pulmonar, ajuda em casos de diabetes e dá mais regularidade ao sono", explica Alexandre Salício, diretor da Cronos Assessoria Esportiva.
Segundo Nabil Ghorayeb, cardiologista e médico do esporte do Hospital do Coração (HCor), a prática de exercícios físicos, de forma geral, e a corrida, em particular, trazem muitos benefícios para a saúde. Aliada a hábitos alimentares saudáveis, ela pode ajudar a diminuir os níveis do colesterol ruim e elevar a quantidade do colesterol bom, por exemplo.
"Uma das maiores vantagens da corrida é que ela estabiliza o endotélio, camada que envolve a parede interna dos vasos sanguíneos e protege contra o depósito de gordura em seu interior. Um enfraquecimento do endotélio pode levar à má circulação e provocar um enfarte. O exercício é capaz de melhorar as funções desse órgão e, portanto, colaborar para diminuir os riscos de enfarte", esclarece Ghorayeb. Além disso, a corrida também diminui os níveis de triglicerídeos - que em alto nível pode aumentar a ocorrência de doenças coronarianas.
"Em agosto de 2007, aos 28 anos, estava sofrendo com insônia e muitas dores de cabeça. Minha pressão era de 15 por 10, e, com 1,70 m de altura, pesava 81 quilos. Então eu resolvi ir ao médico, que deu o veredicto: ou você emagrece ou terá de tomar remédio para controlar a pressão". A história é de André Tadeu Ramos, de São Paulo, que precisou da sentença médica para retornar à atividade física, deixada de lado, em 2002, depois do seu casamento.
André conta que depois de um mês de caminhadas leves começou a correr. "Após a fase de adaptação, já passei a sentir os efeitos positivos. Meu sono se tornou outro, passei a dormir a noite inteira e, mesmo que às vezes dormisse menos, eu tinha uma sensação de estar refeito completamente no dia seguinte. Cinco meses depois eu tinha emagrecido cinco quilos e minha pressão começou a baixar", afirma. Há um ano praticando a corrida, André está 14 quilos mais magro e sua pressão arterial estabilizou em 10 por 7. E ele é enfático ao dizer que todo o seu trabalho é acompanhado de perto pelo médico. "Também quero deixar claro que não utilizei nenhum medicamento, foi tudo uma questão de mudar a alimentação e praticar exercício físico", explica.
SAÚDE É O QUE INTERESSA. Alexandre Salício comenta que a corrida possibilita, no caso do colesterol, uma melhor dilatação dos vasos sanguíneos, aumentando o diâmetro desses vasos. Com isso, o fluxo do sangue acaba sendo maior e a gordura excedente no sangue é utilizada como combustível para a atividade física. "Com a pressão arterial acontece uma coisa bem parecida, porque a corrida aumenta a capacidade circulatória e, com a maior vascularização, o esforço do coração para bombear o sangue é menor", diz. Correr também ajuda quem sofre com distúrbios de sono. Isso porque a atividade física permite um gasto calórico e um cansaço maior, assim o sono passa a ser mais tranqüilo. "Os níveis de estresse também diminuem, já que correr libera endorfina e adrenalina, trazendo bem-estar ao corredor", completa Salício.
De acordo com Ghorayeb, a corrida também colabora com a melhora de problemas respiratórios. "Esse esporte ajuda a fortalecer a musculatura do tórax, o que, conseqüentemente, permite uma respiração melhor, com mais facilidade. Mas é importante ter acompanhamento médico para evitar crises durante a prática da atividade, que são menos freqüentes com o passar do tempo", diz. E Salíicio completa: "o importante é lembrar que nada é em curto prazo na corrida; a evolução acontece de forma gradativa".
O professor de história José Luiz de Sousa, de 45 anos, começou a correr há um ano e meio. "Meu maior problema era o peso, 97 quilos, e a pressão, que estava muito elevada. Hoje estou com 80 quilos, minha pressão arterial normalizou, estou super produtivo e consigo correr 11 km em 60 minutos. Sei que não é um tempo olímpico, mas para mim vale muito".
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário